O que é incontinência urinária?
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, uma condição que afeta milhões de brasileiros, mas que muitas vezes não é tratada por vergonha ou por ser confundida com algo natural do envelhecimento. Na realidade, trata-se de um problema médico com solução, e o tratamento correto pode transformar completamente a qualidade de vida do paciente.
Tipos de incontinência urinária
Incontinência de esforço: perda de urina ao tossir, espirrar, rir, pular ou praticar atividade física. Ocorre quando a pressão sobre a bexiga supera a capacidade do esfíncter de manter a urina. É o tipo mais comum em mulheres, especialmente após partos ou no período pós-menopausa.
Incontinência de urgência (bexiga hiperativa): vontade repentina e intensa de urinar, seguida de perda involuntária antes de chegar ao banheiro. A bexiga se contrai de forma involuntária, sem que o paciente consiga inibir esse reflexo.
Incontinência mista: combinação dos dois tipos acima. É bastante frequente, especialmente em mulheres mais idosas.
Incontinência pós-prostatectomia: pode ocorrer em homens após a retirada cirúrgica da próstata (prostatectomia radical), seja por câncer de próstata ou hiperplasia. Geralmente melhora progressivamente com fisioterapia pélvica, mas em casos persistentes pode necessitar de tratamento cirúrgico.
Não é normal perder urina: apesar de comum, a incontinência urinária não é uma consequência inevitável do envelhecimento ou do parto. Com o tratamento adequado, a grande maioria dos pacientes alcança melhora significativa ou cura completa.
Como é feito o diagnóstico?
O Dr. Lebani realiza uma avaliação completa que inclui anamnese detalhada, exame físico, urinálise e, quando necessário, estudo urodinâmico, exame que avalia o funcionamento da bexiga e da uretra e é fundamental para definir o tipo e a causa da incontinência.
Opções de tratamento
Fisioterapia do assoalho pélvico: exercícios de fortalecimento da musculatura pélvica (exercícios de Kegel). Indicados especialmente para incontinência de esforço leve a moderada, com excelentes resultados quando realizados corretamente.
Medicamentos: para incontinência de urgência e bexiga hiperativa, existem medicamentos que reduzem as contrações involuntárias da bexiga e aumentam a capacidade vesical.
Toxina botulínica (Botox) intravesical: aplicação na parede da bexiga por via endoscópica, indicada para casos refratários de bexiga hiperativa. Reduz significativamente as contrações involuntárias com efeito que dura de 6 a 12 meses.
Sling uretral: pequeno procedimento cirúrgico minimamente invasivo para incontinência de esforço. Uma faixa sintética é posicionada sob a uretra para dar suporte e evitar a perda de urina durante esforços. Apresenta alta taxa de sucesso e rápida recuperação.
Esfíncter urinário artificial: indicado para incontinência grave, especialmente em homens após prostatectomia. Dispositivo implantado cirurgicamente que simula o funcionamento do esfíncter natural.
Neuromodulação sacral: estimulação elétrica dos nervos sacrais para regular a função da bexiga. Indicada para casos de urgência, frequência e retenção urinária refratários ao tratamento convencional.