Próstata

Como detectar precocemente o câncer de próstata?

Janeiro de 2025  ·  Dr. Bruno Lebani

Câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. A boa notícia é que, quando detectado precocemente, as chances de cura são superiores a 90%. O principal desafio está justamente nisso: na fase inicial, a doença raramente causa sintomas.

O papel do PSA no diagnóstico precoce

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida pela próstata e detectada por um simples exame de sangue. Níveis elevados podem indicar câncer, mas também podem ser causados por hiperplasia benigna, prostatite ou até atividade física intensa. Por isso, o resultado sempre deve ser interpretado pelo urologista dentro do contexto clínico de cada paciente.

Quando começar o rastreamento?

  • A partir dos 50 anos para homens sem fatores de risco
  • A partir dos 45 anos para homens com histórico familiar de câncer de próstata em parente de primeiro grau
  • A partir dos 40 anos para homens com dois ou mais parentes de primeiro grau com a doença

Toque retal: ainda é necessário?

Sim. O toque retal permite avaliar o volume, a consistência e a superfície da próstata. Tumores localizados na zona posterior da glândula, que correspondem à maioria dos casos, podem ser palpáveis mesmo com PSA normal. Por isso, a combinação PSA + toque retal é a estratégia mais eficaz para o rastreamento.

Não espere ter sintomas: dificuldade para urinar, jato fraco e noctúria são sinais de doença avançada ou de hiperplasia benigna, não de câncer inicial. O rastreamento anual é a única forma de detectar o tumor a tempo.

E se o PSA estiver alterado?

Um PSA elevado não é diagnóstico de câncer. O próximo passo é uma avaliação mais detalhada, que pode incluir a ressonância magnética multiparamétrica da próstata (exame de imagem de alta resolução) e, se necessário, biópsia guiada por fusão de imagens, técnica moderna que aumenta significativamente a precisão do diagnóstico.

Tratamento

Quando confirmado, o tratamento depende do estadiamento e das características do tumor. As opções incluem:

  • Vigilância ativa: para tumores de baixo risco, com acompanhamento rigoroso sem intervenção imediata
  • Prostatectomia radical robótica: remoção cirúrgica da próstata com preservação dos feixes neurovasculares
  • Radioterapia: em diferentes modalidades, conforme o caso
  • Hormonioterapia: para casos mais avançados

O Dr. Bruno Lebani realiza uma avaliação individualizada para cada paciente, discutindo os riscos e benefícios de cada abordagem e priorizando sempre a qualidade de vida.

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